
Ao som do meu silêncio
e das mudas mensagens que emito
atrevo-me a chamar por ti
Receio que não me ouças
que os meus apelos se diluam
no fundo do teu campo sensorial
Afinal, tu estas ocupado
na vigilância do teu mundo
Por vezes ouço um barulho estridente
receio ser arrastada para junto de ti
para libertação do meu próprio sofrimento
Por vezes corres para perto de mim
controlando os meus comandos e alarmes
No entanto
ainda não reparas-t em mim
não observas-te o meu olhar inquieto
suplicando ajuda, suplicando conforto
não vislumbraste esta lágrima
que percorre lentamente o meu rosto
carregada de dor, desespero e incompreensão
Lanço-te um ultimo olhar de apelo
para a ajuda de que preciso
para a necessidade da tua companhia
mas...
tu não compreendes o meu chamar
não ouviste as minhas mensagens
nem o desespero dos meus apelos.

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